Caso ainda não tenha lido a primeira parte acesse aqui O Trabalho em rede e as mudanças no comportamento humano – Parte I
Administrar o trabalho virtual
Por outro lado há outras possibilidades conferidas para a intelectualização do trabalho, está por conta de termos a ideia sobre as formas de ações simples e práticas do nosso trabalho, assim, desenvolvê-lo ou repará-lo, prever o tempo para realizá-lo, bem como, refletir sobre as consequências dessas ações.
O modelo de competência no mercado de trabalho exige a super qualificação, ou seja, uma qualificação ampliada faz o comportamento humano atualizar-se, devido à rapidez das mudanças da informação e do conhecimento. As pessoas que se utilizam de espaços virtuais precisam estar qualificadas para atuarem em equipes multiprofissionais, constroem e partilham novos conhecimentos, bem como, compartilham diferenças culturais.
A intelectualização das atividades afetam a relação do trabalhador com seu trabalho, há necessidade de participação, envolvimento e comunicação entre os trabalhadores, com isso, requer maior planejamento e responsabilidade na execução das atividades, pois as atividades exercidas apresentam menor fragmentação, tornando-se mais complexas e inteligentes.
As pessoas devem se preparar para lidar com uma era de descontinuidade, cujas situações são menos estáveis, menos rígidas, menos previsíveis, o abandono às rotinas que sugerem uma instabilidade que vem permeando todos os ambientes, mas por outro lado sugerem redes em tempo real, aproximação do cliente interno e externo, fornecedores, investidores e isso significa adaptação para obter uma mobilidade suficiente, para reagir às mudanças impostas pelo mercado de trabalho.
A resistência ao trabalho em rede é provocado por diferentes fatores, como a falta de consciência da importância de se trabalhar em rede em determinados ambientes e aplicá-la às situações de nossas vivências no ambiente de trabalho. A difícil compreensão das vantagens de um trabalho participativo e o limite de nossos conhecimentos e competências que serão pré-requisitos para se trabalhar em rede.
O trabalho em rede no trabalho é um sistema de elos, de nós, que organiza as pessoas em torno de um objetivo comum. Em uma rede há autonomia dos seus integrantes para poder operar de forma temporária ou permanente e poder desdobrar-se em múltiplos níveis, sua permanência na rede caracteriza-se pela vontade e pela cooperação e ligação ou conexão entre seus integrantes para tornar a rede dinâmica para ultrapassar fronteiras, a informação circula livremente e a coloca em funcionamento, cujas decisões são compartilhadas, pois a rede beneficia-se por contar que a cada ponto da rede é um centro em potencial. Toda rede consegue unir seus integrante através de seus objetivos e valores compartilhados de forma comum.
Enfim, diante da situação que o trabalho em rede é fato, isso significa que devemos ter maior compreensão, da nova forma de beneficiar-se da soma de forças, da forma de trabalhar articulada às habilidades de outros envolvidos na rede de trabalho e garantir eficiência nos resultados.
Também significa que devemos ter um olhar para os vínculos, uniões e comunicação estabelecidas, bem como, problemas que possam acontecer e suas possíveis soluções.
E antes de tudo, refletir sobre a diversidade de nossas ações, que se darão por conta de diferentes sujeitos com diferentes culturas e articulá-las exigem comportamento voltados para o apoio, a fim de se estabelecer vínculos entre os envolvidos, de estabelecer a parceria para atuar em todas as instâncias e principalmente nos processos decisórios e estabelecer vínculos mais profundos, maior eficácia na busca de objetivos, obter maior abrangência e superar limites com relação a trabalho e tempo. A qualificação profissional é muito importante, pois multiplica as perspectivas, obtêm-se conhecimento da realidade e aumenta a visão de nossas ações.
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